O Observatório de Riscos Climáticos é uma plataforma georreferenciada que permite o monitoramento contínuo e a análise de dados para formulação de políticas públicas voltadas para prevenir, mitigar e enfrentar os efeitos de eventos climáticos extremos.
O Observatório foi criado integrado à Política Municipal de Mudança do Clima (Art. 8º) e tem como foco os riscos climáticos cada vez mais recorrentes: inundações, alagamentos, ondas de calor, elevação do nível do mar e secas prolongadas.
A plataforma, idealizada e desenvolvida pelo Instituto de Pesquisa e Planejamento de Fortaleza (Ipplan), reúne, neste primeiro momento, três categorias distintas de dados. Essas informações foram reunidas por meio da parceria com a Defesa Civil e a secretaria da Conservação e Serviços Públicos; além da Parceria para Cidades Saudáveis — uma rede global de prestígio composta por mais de 70 cidades comprometidas em salvar vidas, prevenindo doenças não transmissíveis (DNTs) e lesões. Apoiada pela Bloomberg Philanthropies em parceria com a OMS e a organização global de saúde Vital Strategies, a iniciativa permite que cidades de todo o mundo implementem políticas públicas ou intervenções programáticas de alto impacto para reduzir as DNTs e lesões graves em suas comunidades.
Dados da Defesa Civil
Uma dessas três categorias de dados do Observatório é relativa a informações de ocorrências registradas pelos cidadãos para a Defesa Civil, como riscos de desabamento, deslizamento, alagamento e incêndio, entre outros.
São dados que contêm série histórica, permitindo compreender a espacialização das ocorrências e o perfil estatístico de sua distribuição, informações essenciais para o diagnóstico da vulnerabilidade urbana e para orientar políticas públicas sob a ótica da justiça climática.
Dados da Secretaria da Conservação e Serviços Públicos
Os dados georreferenciados relativos às intervenções de limpezas, como a desobstrução e desassoreamento de rios, canais e lagoas, acoplados a outras informações como efetivo e equipamentos empregados, bem como áreas de risco de alagamento e ocorrências, permitem uma visão sistêmica da gestão.
Estações meteorológicas
Instaladas em pontos estratégicos da cidade, as dez estações meteorológicas do tipo “all in one” tem o objetivo de monitorar a temperatura urbana, identificar as ilhas de calor e registrar a pluviometria (chuva). Os dados coletados contribuirão para a construção de políticas públicas mais assertivas no enfrentamento dos efeitos do aquecimento urbano e na gestão de riscos e desastres relacionados a eventos extremos, ampliando as políticas de saúde, de proteção e defesa civil. Os dados com essas informações são atualizados de forma pública neste Observatório.